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BNCC – “Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.” (BNCC, 2018)

Para as novas gerações a cultura digital faz parta de todas as rotinas e atividades, não só na escola, mas na vida. Mas mesmo para essas gerações nativas digitais é importante compreender e discernir aspectos da cultura digital, entendendo essa cultura como um conjunto manifesto de elementos que vão além da tecnologia e informática.

Na escola em geral, é comum percebermos as afirmativas do digital concentrado no uso de dispositivos. Isso é apenas uma parte da cultura digital da qual a BNCC fala. Um boa aproximação educacional da cultura digital tem a ver com 5 elementos importante do mundo digital, que são: acesso, uso, segurança, cultura digital e criação.

Na escola clássica o que vemos é que as aulas estão muito focadas em dois desses elementos como uso e acesso, que são elementos básicos, mas as interações mais avançadas em criação, segurança e cultura ficam de fora, pois a escola ainda não é capaz de ensinar “criadores” na tecnologia e ao mesmo tempo estabelecer reflexões acerca da segurança e da ética.

Como o movimento pela base e a sua institucionalização, as escolas começaram a abrir espaço para a criação e observar o importante requisito da segurança em suas aulas e na formação da cultura. Nesse sentido o acesso apenas não forma uma criança atenta ás fragilidades da internet e do uso de dados pessoais, por exemplo, o que é extremamente necessário na atualidade.

Ainda, é importante que a escola favoreça a criatividade como parte do processo tecnológico, instando em seus alunos a capacidade de criar (acessar + usar +criar = inovar na cultura digital avançada) ao invés de usar suas salas de aula somente como fonte de usuários e inserir nessa cultura a sala de aula como fonte de criadores digitais.

Naturalmente é importante que os alunos dominem as linguagens e possam transitar pelos vários tipos de recursos tecnológicos para a criação e desenvolvimento de software e sites, mas, de novo, isso é só uma parte. É necessário, por exemplo, desativar as ilhas de criação onde cada aluno executa tarefas isoladamente em seu dispositivo e ativar as ilhas de criação, usando a tecnologia como ferramenta de desenvolvimento de outras competências como o trabalho em grupo, por exemplo.

Um aspecto que muitas vezes passa despercebido, e por causa disso vivemos tempos assombrosos na Internet e nas mídias sociais, é a questão ética. Por que ainda a escola não aborda sistematicamente a ética e o respeito como parte indissociável da tecnologia? Onde situamos o cyberbullyng nas aulas de informática?

Um preparo docente para abordar essas questão é tão importante e necessário quanto o domínio das linguagens de sistemas. O mesmo se dá quanto à disseminação de informações, contexto no qual vivemos uma onde inimaginável de fakenews que afeta a formação social e a formação de identidade das crianças, e se não for abordada de forma responsável pela família e pela escola acarretará ainda mais danos e consequências sérias.

A cultura digital não está estritamente nos dispositivos e nem nas linguagens de criação. É importante que escola, família e professores percebam a cultura digital em amplas dimensões sociais e na formação das gerações atuais e futuras e nessa direção, interfira educativamente para criação de uma cultura digital inclusiva, respeitosa e criativa para benefício das potencialidades das crianças e jovens da escola e em sua vida futura.

Finalmente, toda tecnologia não é um fim em si mesma. Ela só faz sentido se ajudar a resolver problemas sociais e das pessoas. Essa compreensão nos leva à uma sala de aula onde a problematização da tecnologia ganha sentido e serve de resposta criativa à centenas de milhares de possibilidades de usar a tecnologia como forma de criar e resolver as questões contemporâneas a partir das análises de dados e da potência criativa humana.

Sem isso, um computador de última geração é somente uma máquina sem vida útil para a sociedade. Coisa que a gente na escola não quer, né?

Ana Morais

Geração X e aprendente digital.

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